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Em Linhas Gerais
Publicado em 2/2/2010 14:50:38
Por Gessi Taborda

Depois de um período de recesso estamos de volta ao batente, com a mesma disposição de quem está entrando na casa dos 60 anos e nem pode pensar em aposentadoria. É claro que neste ano nossos desafios são maiores. Afinal estamos num importante ano eleitoral, quando os principais dirigentes do país e dos estados serão escolhidos em outubro. Bem, daqui dessa coluna, tentaremos dar aos leitores informações verdadeiramente significativas para estimular a discussão democrática. Participem, enviando seus e-mails.

ANGÚSTIA

Devo confessar que passei o pior período de recesso ao longo desse anos todos vividos. Tive de iniciar um tratamento dentário e me vi literalmente banguela, em decorrência dos anos do passado, quando nunca cuidei direito da saúde dentária. E ficar sem dentes até conseguir uma prótese me angustiou profundamente. Pior ainda: neste momento em que enfrento problemas psicológicos, sou informado por um filho de sua decisão de deixar o lar para ir ter sua própria vida. É mais inquietaçao para a minha alma diante da certeza de que a solidão da velhice se aproxima inexoravelmente. Parece que não terei mais com quem dividir as minhas angústias e as minhas aflições. E no caso dos dentes, como vivo num país o onde o SUS paga uma cirurgia para mudança de sexo mas não paga implante dentário, vou ter de me conformar com uma prótese de segunda.

QUESTIONAMENTOS

Mas também no cotidiano da vida de quem por anos a fio tenta compreender o mundo político, iniciei essa nova etapa sem uma resposta aos questionamentos que também nos atordoam: afinal, o processo contra o governador de Rondônia vai ou não ser julgado antes do prazo fatal de sua saída do Executivo? Acho que Ivo Cassol vai sair para disputar o Senado e o João Cahulla vai ficar e concorrer a uma reeleição como é o desejo de Cassol. E sendo João Cahulla candidato à sucessão de qualquer jeito, como ficará o ex-senador Expedito Júnior? Vai cumprir o acordo da chamada “base aliada” ou vai ser candidato ao governo numa Oposição ao governador atual? E se Cassol e Expedito forem ambos candidato ao Senado? Tirariam Valdir Raupp da sua vaga ou acabariam ambos se desgastando... Pois é, depois de muito embatucar a minha cachola acabei acreditanto que ainda não tenho as respostas para todas essas dúvidas, mas parece quem nem os atores principais desse teatro também teem.

SEM COLÍRIO

Só se fala em reversão da crise e por isso parece que ninguém mais se lembra daquela velha e antiga promessa. E a avaliação que se faz é de que a promessa oficial dos 10 milhões de empregos, em oito anos, foi-se pelo ralo e vamos adentrando a um quadro de projeções modestas, na faixa dos 1,5 milhão de novas vagas e estimativas de PIB 2010 na faixa de 5%, se tudo der certo. A leitura que se faz é de que a invencionice do trabalho temporário no País tende a se perpetuar, para gáudio da mediocridade. Aquela estória do Raul Seixas: "quem não tem colírio usa óculos escuros", vai se confirmando no contexto da economia com a previsão do aumento desses profissionais da contingência para quase 3,5 milhões, registrando expansão de 8%, em comparação a 2008. Na estimativa da Associação Brasileira de Empresas de Trabalho Temporário(Asserttem), o horizonte de contratações temporárias tende a se incrementar notadamente agora, nesta primeira quadra do ano, alavancado pela redução do IPI, expansão do crédito e o aumento nas vendas, segmentando-se entre a indústria, comércio e serviços.

O BARATO FICA CARO

Se tudo correr bem, o carnaval, a páscoa e o dia das mães, poderão contribuir para a ratificação das estimativas. Considerada uma alternativa estratégica para as empresas e instituições públicas, além de solução para queda da informalidade, o trabalho temporário, bem como os terceirizados, ainda representam 20% do PIB nacional, concentrando-se no setor de serviços. Para quem tem a noção da importância da vinculação profissional aos objetivos de uma empresa, as coisas assumem uma feição diferente, notadamente no aspecto das relações e compromissos pactuados entre o profissional e a organização. A falta de estabilidade e perspectivas de internalização do espírito de corpo são óbices ao desempenho funcional e os prejuízos agregados na esteira da produtividade só serão sentidos no inventário das falências e concordatas. Mesmo assim, trafegando nessas soluções paliativas, as empresas brasileiras traçam suas estratégias e vão criando opções onde, via de regra, o barato fica caro.É o preço do contingenciamento do emprego.

CONVENÇÃO ANTECIPADA

Inesperadamente a convenção nacional do PMDB, anteriormente marcada para 15 de março, deverá ser realizada mesmo nesta primeira semana de fevereiro, mais precisamente no dia 6. A pauta, segundo se ouve falar, tem apenas um itém: a reeleição de Michel Temer como presidente nacional. Se isso acontecer, acreditam vários caciques do partido, Michel reforça seu projeto de se tornar vice na chapa liderada por Dilma Roussef. O presidente nacional do PMDB achava-se candidato unico nessa vaga. Descobriu depois que o próprio Lula estava pensando em outros nomes de peemedebistas. Observadores crêem que no dia 6 de fevereiro Michel poderá levar uma pernada ao ser substituido por Eunício Oliveira, deputado que também concorrerá à presidência e estaria sendo apoiado inclusive pelo diretório estadual de Rondônia.

PACÍFICO

A tão falada Rodovia do Pacífico, que ligará o Brasil aos portos do Perú, passando por Rondônia e Acre, será inaugurada em Outubro de 2010. A informação foi passada pelo senador Valdir Raupp que também acredita na materialização de uma outra promessa: a construção da Ferrovia Continental, ligando paises andinos ao sudeste brasileiro, passando também por Rondônia e Acre. Essa miragem ferroviária já justificou uma viagem do senador e sua mulher, a deputada Marinha, à China. É claro que o custo dessa viagem certamente foi bancado com dinheiro público.

AGITAÇÃO POLÍTICA

A ocupação de terras (áreas urbanas) em Porto Velho continuam. Essa ação está consolidada na capital como instrumento de aproveitamento político de personagens que buscam na agitação social os meios para aparecer e viabilizar às custas da pobreza novos mandatos para o seu deleite pessoal ou daqueles que privam de sua intimidade. São graças a esses maus políticos que os pobres são levados a ocupar áreas que têm dono e com isso agridem o direito da propriedade que é princípio do nosso sistema legal. Os menos favorecidos são condenados a viver de forma insegura em casebres sem a mínima proteção e em espaços sem qualquer tipo de beneficiamento apenas para que seus instigadores possam habitar em apartamentos de luxo com todas as regalias que o dinheiro pode comprar. Nesse ano de agenda eleitoral, espera-se que as instituições responsáveis por garantir os direitos estabelecidos na Constituição punam com rigor quem não respeita o regramento jurídico do país em nome de um carreirismo político totalmente condenável.

O RETORNO DE CARLÃO

Já está decidido o destino político de Carlão de Oliveira, ex-deputado e ex-presidente da Assembléia Legislativa rondoniense, que teve sua carreira política interrompida pela Operação Dominó, que acabou colocando-o na cadeira no exato momento em que disputa a reeleição. Pois bem, Carlão estará de volta neste ano. Vai sair candidato a deputado estadual enquanto o filho, que atualmente é vereador em Porto Velho, Jean Oliveira, vai disputar o pleito como candidato a deputado federal. Os dois resolveram agir assim porque acreditam numa vitória retumbante de Carlão. Ai pai e filho terão mandatos eletivos e certamente maiores possibilidades de superar os efeitos da “Dominó” que, pelo visto, vai acabar em nada mesmo.

EM MARÇO

João Cahulla, se não acontecer nenhum atropelo por decisão da Justiça, assume o governo de Rondônia em 31 de março. Assume aparecendo em terceiro lugar nas pesquisas entre os prováveis candidatos ao governo do estado. Em primeiro, liderando desde quando se lançou como pré-candidato do PSDB, está Expedito Júnior. Mas o governador Ivo Cassol, que certamente conhece as pesquisas, prefere Cahulla que, na sua visão, poderá ganhar com o seu apoio e do próprio Expedito que, nesse jogo, voltaria ao Senado sendo o segundo voto dos eleitores de Ivo Cassol.

NO MESMO LUGAR

Vivendo um modo de grande desgaste, o prefeito Roberto Sobrinho (PT), de Porto Velho, eleito e reeleito, sabe que nas eleições desse ano seu caminho é ficar onde está e procurar enriquecer-se cada vez mais. A princípio o prefeito chegou a sonhar em disputar o governo. Depois pensou no senado, se a “companheira” Fátima Cleide conseguisse indicação para a disputa governamental. Fátima foi vencida por Eduardo Valverde, deputado escolhido como pré-candidato do PT. A legenda do PT para o Senado é de Fátima Cleide. Sobrinho, o prefeito, tem uma certeza: nem ele e nem Fátima tem votos para vencer Ivo Cassol e Valdir Raupp na disputa senatorial. Quando terminar o mandato – se continua com essa administração chinfrin que se sustenta numa propagada mentirosa – Roberto Sobrinho ficará sem mandato e deverá desaparecer completamente, como aconteceu com outros que ocuparam a prefeitura dessa capital, como é o caso (só para lembrar um) de Tomas Correia.

MAIS OITO ANOS

Valdir Raupp fez estragos que até hoje custam caro ao Estado de Rondônia, como a falência do Beron, a “doação” da Ceron, etc, etc. Mesmo assim, o chamado “Barbudo de Rolim” se considera reeleito para mais 08 anos no Senado. Em Rondônia domina o PMDB com sua política de campanário. Com a manobra de jogar o ex-deputado federal e atual prefeito de Ariquemes na arena da disputa pelo governo, está certo de que garantiu, também, a reeleição de sua mulher, a deputada-federal Marinha Raupp. Acusado e respondendo a vários processos, nada acontece a ele. Com a renovação do mandato de Senador ai é que não terá mesmo nenhum problema com a Justiça e poderá fazer ainda fortuna maior controlando um condomínio da política estadual.


Fonte: IMPRENSA POPULAR

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